quarta-feira, 15 de junho de 2016

SEI DANÇAR XOTE NÃO SEU MOÇO!

SEI DANÇAR XOTE NÃO SEU MOÇO!  
Se esta for sua dificuldade, precisamos trabalhar muito! e estamos aqui para isso!   
Recentemente o professor Alex Alvim repassou este conteúdo aos alunos Pé Descalço.  
E dentre as dicas que mais devemos fixar temos: Escutar a música”. Este é o primeiro passo para se dançar um bom xote. 
Ele explica que, nem todas as melodias devem ser dançadas da mesma forma. Mas Como assim?  
Nesta aula, foram trabalhados três estilos diferenciados de corpo de dança para o xote: 
  1. Xote no estilo de Dominguinhos; 
  1. Xote no estilo de Luiz Gonzaga; 
  1. Xote no estilo “Pé Descalço”. 
Durante a aulaos três xotes foram diferenciados pelo professor: 
“São estilos diferentes, instrumentos distintos e tocados de uma maneira particular”, não dá pra dançar um xote de Dominguinhos separado, mandando passos como: facão, manivelas, dentre outros..O lance é mais juntinho, rosto encaixado, postura relaxada sentindo a música! 
Outro detalhe que devemos lembrar é que todo esforço para assimilar as dicas é também do aluno. Não há aprendizado sem prática!   
Dançar um bom xote pode ser seu diferencial!  
A seguir os estilos de xote aprendidos:  
Dominguinhos – Onde está você 

Luiz Gonzaga – Lengo Tengo  


Black e Bárbara Greco – Acalanto  



segunda-feira, 13 de junho de 2016

SONHO VERMELHO

Exame - Abril/ 2016


O que o Eldorado tem? Tem amizade, esforço, dedicação, empenho, perseverança, foco, vontade, compromisso, respeito e amor pela dança. E foram todas essas qualidades, aliadas ao desejo pessoal de cada um, que fizeram a unidade do PD ter grande sucesso no último pré-exame, levando cinco dos oito aprovados para o exame da Vermelha. 
Fernandinha, Ítalo, João Guedes, Nicole e Pantuza superaram os próprios limites para serem candidatos ao processo avaliativo mais nobre do Pé Descalço. Claro que não se pode deixar de citar a excelência dos outros aprovados, Ícaro e Alice, e de fazer uma menção mais do que especial à Camila Cambraia, que tem a sua essência no Eldorado e que sempre estará presente em nossos corações. Mas como podemos acompanhar de perto os alunos do PD de Contagem, temos uma chance maior de ver as suas particularidades, o seu empenho e a sua luta diária para seguir evoluindo no mundo da dança. E o que os nossos futuros Vermelhas pensam sobre o exame?

Confira, ao longo desta matéria, a impressão e o sentimento de cada um dos candidatos do Eldorado ao exame da Vermelha.


João Paulo Guedes
Tempo de Pé Descalço: 4 anos e oito meses
2º exame da Vermelha 



A experiência por já ter feito um exame ajuda. Porque você já conhece como funciona. Mas de qualquer forma, a sensação vai ser de loucura total. É um misto de emoções que todo mundo tem que sentir pra poder entender, porque não tem como explicar muito bem. Com certeza, a experiência conta e você chega um pouco mais preparado. Você chega conhecendo mais o terreno. Acho que tem um ano e meio que fiz o primeiro exame da Vermelha e não passei. Depois, me afastei do Pé Descalço. Quando voltei, não fiz o primeiro pré-exame. Fiz o seguinte e não passei. Só nesse agora que fui passar. A cobrança é até um pouco maior do que foi no meu primeiro exame, porque o Pé Descalço evoluiu e o nível vai sempre aumentando. Este exame terá uma energia diferenciada por causa das pessoas que irão fazer o exame junto comigo. O Pantuza, que é um camarada, que me trouxe para o Pé Descalço e a gente vai ter a oportunidade de fazer o exame junto. Eu, particularmente, não fico nervoso com o exame. Eu fico bem tranquilo, consigo me controlar. Acho que a maior dificuldade nesse exame da Vermelha é você conseguir colocar tudo em prática, porque acaba que fica faltando alguma coisa, talvez seja isso. Quando eu estava no início do Pé descalço, não tinha muito Pé de Serra, era um ou outro que fazia. E eu ia em cima desse estilo. Já tive algumas “bombas” aí, de pessoas falando que fugia muito do estilo do Pé descalço, que eu tinha que ter o estilo Pé Descalço. E eu, na insistência, consegui ir inserido esse meu estilo. Então, eu acho que passando à Vermelha, com certeza será um reconhecimento bacana do meu estilo. Chegar à Vermelha é um objetivo. Quando você entra no Pé descalço, a dinâmica da escola te propõe isso. À medida que você vai participando mais, se envolvendo, você vai tomando gosto e passa almejar chegar à Vermelha. Eu quero conseguir chegar ao último nível. Será muito doido ter esse reconhecimento da galera.

Nicole Infantini Matias
Tempo de Pé Descalço: 2 anos
1º exame para a Vermelha 



Este exame significa tudo pelo que eu lutei. Ele representa todos os treinos, os momentos de fracasso e sucesso. Significa que estou perto de alcançar um grande sonho, perto de conseguir passar por mais uma etapa, desafiando cada vez mais o meu corpo e superando os limites para continuar a caminhada dentro desta grande paixão que é a dança. Mesmo fazendo o exame da Vermelha pela primeira vez, acho que a responsabilidade é igual que já fez duas ou mais vezes. Porém, é uma ansiedade diferente dos outros exames. Só de estar no meio da quadra dá uma certa vergonha e medo de errar, mas penso que todos sentem isso no exame. Acho que na hora meu coração vai disparar. Vou tremer muito, principalmente quando eu ver o Luiz. Mas a sensação de estar tentando, de realizar um sonho vai levar a minha alegria nas alturas, e vai anestesiar tudo que estiver me travando. A sensação real, eu só vou descobrir lá na hora. E tenho certeza que será fenomenal. Independentemente do resultado, sinto muita felicidade e animação em participar deste momento. É uma sensação quase indescritível e um grande presente. Além disso, é claro que existe um grande nervosismo, frio na barriga e muita ansiedade, mas tudo isso faz parte em qualquer exame.

Lucas Pantuza
Tempo de Pé Descalço: Seis anos
Primeiro exame pra Vermelha 



É uma situação que não estou conseguindo definir ainda, porque tem muita emoção envolvida: de alegria, de esforço, de tempo, de tentativas, de homenagens que já começaram a rolar. Está foda assimilar tudo. Porém, mais do que ficar ansioso e nervoso, eu estou esperando um exame emocionante, de felicidade mesmo, de ver a galera torcendo por mim. E acho que será muita gente: tem o pessoal do Eldorado, de Betim, tem a galera de São Paulo. Acho que será muita vibração em um momento só. Vamos ver se vou aguentar receber essa energia toda (risos). Ainda está tranquilo, mas acho que, quando chegar na sexta-feira e no sábado, talvez as coisas mudem. Imagino que o mais difícil neste exame da Vermelha é transformar o exame em um show. Fazer uma apresentação para agradar quem está vendo de fora. Vai ter mais de 500 pessoas olhando pra você naquele momento, que é só seu. Então, eu acho que vai ser bem difícil conseguir agradar. E não é o que estou pensando. Conversei com algumas pessoas e elas até me orientaram que eu tenho que fazer um bom exame pra mim, porque foi uma trajetória grande dentro dos colares, dentro de pré-exames. Sei que vai passar um filme na minha cabeça. Acho que o mais complicado será assimilar tudo e mostrar o que eu danço pra todo mundo de uma vez só. Eu acho que esse último pré-exame que eu passei, foi o meu sétimo. Às vezes, é um egoísmo nosso achar que vamos passar na primeira ou na segunda tentativa. Mas, na hora que a gente vê os vídeos, como do primeiro pré-exame que eu fiz pra esse último, a gente vê uma evolução muito grande. Nesse tempo, o que eu fiz foi dançar muito, desenvolver técnicas de dança. E foi o tempo que determinou que eu passasse, porque a gente melhora só com o tempo e dançando mesmo. Às vezes, a gente pensa em desistir. Porém, a função e o cargo que ocupo hoje no PD, como diretor da unidade de Betim e professor há dois anos, a gente acaba sendo um exemplo pra muita gente. Então, se eu desistisse, não seria legal como professor e como um incentivador. Como vou incentivar alguém ou não deixar alguém desistir se eu desisti? Passou pela minha cabeça, mas nada definitivo. Muitas vezes, é difícil porque você tenta, não consegue e não sabe o que está faltando. Mas graças a Deus tem uma coisa em mim que não me deixa desistir. Quando começo algo, vou até o final. Pra mim, este exame representa meio que o fim de uma trajetória em relação ao colar, porque você começa lá na Branca, na Azul, e vai crescendo, e o objetivo era chegar à Vermelha. Não quer dizer que depois de chegar lá, a dança vai parar, a escola vai parar, que eu vou parar de aprender e de me desenvolver. Mas esse exame representa a chance do pessoal me enxergar do jeito que eu sou, o meu estilo, o meu jeito de dançar, o que eu faço com a minha dança. Este exame representa coisa demais pra mim. Quem me conhece sabe que foi uma batalha nesses seis anos de Pé Descalço, por tudo que eu já passei como professor, como aluno. É uma conquista muito grande, uma sensação muito boa. Eu carrego muita responsabilidade. Não por ser a primeira vez ou por conseguir depois de muito tempo. Falo pelo fato de ser professor e, por isso, acho que carrego uma responsabilidade grande. Vai ter um monte de aluno me olhando, torcendo por mim. Não que eu vá criar expectativas ou decepcionar alguém. Porém, querendo ou não, eu sou exemplo para muitos. Quando comecei a dançar, eu realmente não sabia nada. Então, quero mostrar que se eu consegui, todo mundo consegue.

Ítalo Augusto
Tempo de Pé Descalço: 3 anos
2º exame para a Vermelha
 


Voltar a fazer o exame da Vermelha é uma honra, porque não é todo mundo que tem a chance de fazer esse exame algum dia. Estou sentindo muita gratidão. É um reconhecimento pessoal, da sua dança. Estar lá no meio é saber que eles me reconheceram. Fazer esse exame da Vermelha é muito imprevisível. No último exame, eu achei que eu ia chegar e chorar muito, porque no resultado do pré-exame, eu chorei demais. Pensei que ia chorar horrores. Mas fiquei lá, saltitando, alegre. No primeiro exame, era mais incerto. Agora, já tenho uma ideia de como é, qual a sensação. Mesmo assim, continua imprevisível. Você pode esperar por uma coisa e vir outra completamente diferente. Depende de como estará a energia de todo mundo na hora do exame, de como você vai estar. Tem ainda a questão das músicas que vão cair, das examinadoras, do público, que está todo olhando pra você. É pressão. E eu não lido muito bem com pressão (risos). O meu aniversário é no dia do exame da Vermelha. Que presentão né?! Outra honra por estar fazendo esse exame é por ser no dia do meu aniversário. Não tenho nem palavras, de verdade, para descrever esse momento.

Fernanda Soares
Tempo de Pé Descalço: 5 anos
2º exame para a Vermelha 



Nossa... acho que é como se fosse a primeira vez fazer esse exame da Vermelha, até porque já se passou um bom tempo (um ano e meio) que fiz o primeiro e não consegui ser aprovada. A expectativa é grande. Eu quero muito que dê certo, mas, desta vez, eu acho que estou mais tranquila, mais focada nos treinos e acho que vou me concentrar mais. Pra mim, esse exame da Vermelha significa uma vitória, porque eu batalhei muito, não foi fácil chegar até aqui. Tenho quase seis anos de Pé descalço e cada ano que se passa é uma barreira que eu venço, é uma dificuldade que eu supero. Chegar lá será uma sensação de dever cumprido. É claro que a gente tem que procurar sempre aprender, praticar e buscar coisas novas, porém será uma sensação inesquecível porque eu batalhei e consegui. Acho que, na hora do exame, eu só vou chorar, (risos). Eu tenho a impressão de que foi mais difícil chegar pra fazer esse segundo exame da Vermelha do que foi para fazer o primeiro. Senti mais dificuldade pra passar nesse pré-exame de agora. Depois que eu fiz o primeiro exame da Vermelha, aconteceram muitas coisas na minha vida e não tive como praticar mais, eu regredi. Fiz o exame da Vermelha e continuei naquele mesmo degrau. Eu não evolui tanto. Então, foi mais difícil porque tive que correr atrás o dobro. Eu acho que a responsabilidade nesse meu segundo exame é um pouco maior, porque as pessoas esperam que você esteja melhor. Quando você faz o exame da Vermelha pela primeira vez, muita gente não te conhece, não conhece a sua dança, na conhece sua evolução dentro da escola. Então, depois de fazer a primeira vez, todo mundo já te viu. Na segunda vez, eles esperam que você faça melhor porque não passou no primeiro. Então, a gente tem que estar sempre melhorando, mas não para as pessoas, e sim pra gente mesmo. É um desafio pessoal que tenho dentro de mim. Vai ser uma vitória.













segunda-feira, 23 de novembro de 2015

EXPLOSÃO VERMELHA
Teixeira une agilidade, velocidade e evolução para ser aprovado
em sua segunda tentativa


BRUNO TRINDADE

Mesmo com todo o destaque e qualidade de sua dança, ele teve humildade. Humildade para reconhecer que tinha coisas a melhorar e que essas pendências foram as responsáveis pela sua não aprovação no primeiro exame da Vermelha. O que para muitos serviria de chateação, Vinícius Teixeira encarou de outra forma: primeiro como um combustível para evoluir e voltar ainda melhor. E segundo como um presente, por poder sentir toda a emoção do exame mais nobre do Pé Descalço mais uma vez.

Nos seis meses que antecederam o dia derradeiro, Teixeira percorreu o seu caminho com um foco cada vez maior. Treinos específicos, conversas com professores, autocrítica, perseverança e superação fizeram parte de sua rotina.

                                                                                                     
                                                                                                             Fotos: Pé Descalço / Divulgação


Em entrevista exclusiva ao blog do PD Eldorado, o novo Vermelha conta o que ele fez de diferente para obter sucesso, quais foram as suas emoções, a energia que ele recebeu das 521 pessoas presentes no Círculo Militar, quem foi importante em sua caminhada e o que ele espera daqui pra frente.


PD Eldorado: O que você fez de diferente para este segundo exame da Vermelha?
Teixera: A concentração foi maior. Eu sabia o que tinha que melhorar. Por isso, os treinos foram intensos nesses seis meses. A pressão era que eu tinha que fazer melhor do que eu tinha feito antes. E com os treinos, as coisas vieram de forma natural, porque eu me dediquei totalmente para melhorar o que era preciso.

A energia do segundo exame foi melhor do que a do primeiro?
A energia é a mesma em nível de qualidade. Só que é diferente pelas músicas e pela galera que estava lá. E estava muito mais cheio da segunda vez. Então, essa energia foi gigantesca. Foi bom demais. As musicas foram perfeitas. Deram aquela energia a mais. É diferente em cada exame, mas não posso dizer se foi melhor ou pior.

Como você fez para controlar a ansiedade desta segunda vez?
Eu achei que ia passar mal, mas não passei. Fiquei surpreso com isso. Antes, eu não fiquei muito ansioso porque eu sabia o que viria pela frente. No último dia antes do exame, quando fizemos o treino coletivo e que foi um dos treinos mais legais que eu tive pela energia que estava muito bacana, começou a bater a ansiedade. Mas a ansiedade mesmo foi bater no dia, depois que acabou o exame da Preta Avançada. Aí, eu falei: ‘vai começar o exame da Vermelha e comecei a tremer as pernas’. Mas foi mais tranquilo do que da primeira vez.

E o que as pessoas do Pé Descalço, que acompanharam a sua trajetória, tentaram te passar para esse segundo exame?
A gelara me apoiou. Sabiam que eu estava treinando. Eu conversei com muita gente. Eu vi o meu primeiro exame muitas vezes e comecei a reparar o que precisava melhorar. Conversei com os professores Alex, Betinho, Rafael, Luiz, com a galera das outras unidades, e comecei a treinar. Quando eu ia treinar musicalidade, por exemplo, eu ficava mais no básico treinando contato, passos com o tronco, condução corporal. E eu sempre perguntava para as meninas da Preta e da Preta Avançada se o meu braço estava pesado, se eu estava puxando. Elas me ajudaram demais.


Como foram as escolhas do xote e do aéreo desta segunda vez?
Este xote (A morte do vaqueiro, de Luiz Gonzaga) está no meu coração desde sempre. 24 horas depois do primeiro exame, eu falei: ‘se eu passar no próximo pré-exame, o meu xote vai ser esse. É um xote desperta um sentimento em mim que não tem como explicar. Eu até arrepio. Ele “machuca”, entra na alma, é muito bom. O aéreo foi mérito de muita gente. Fizemos confusão (a Juzinha e eu) e começamos a treinar o final do aéreo. Estava saindo perfeito. Depois, fomos treinar o início e não saía de jeito nenhum. A Juzinha se desgastou muito porque ela estava treinando com duas pessoas. A gente viu que não ia dar certo. A Juzinha, então, deu a ideia de outro aéreo, o Flair. Eu me apaixonei na hora, achei doido demais. O César nos ajudou muito, mesmo assim o aéreo não queria sair. Aí, chegou o Walmir, o salvador da pátria. Aquela gambiarra que ele nos passou deu certo. Gambiarra de ouro. Saiu e ficou legal.



É verdade que o aéreo não saiu completo nenhuma vez durante os ensaios e só saiu na hora do exame?
Eu troquei a entrada do aéreo menos de uma semana antes do exame. A galera estava dizendo que estava saindo, mas eu não estava gostando. A partir da terça-feira antes do exame, começou a sair mais fluido. Não estava saindo do jeito que eu queria, fluidão. Mas na hora saiu do jeito que eu estava esperando. Foi doideira.

O que teve de diferente nas surpresas? A galera conseguiu te surpreender?
Eu estava esperando muito mais zoeira. Mas a galera gastou a zoeira toda no primeiro exame. O que eu não estava esperando foram as cartinhas. Chorei o dia inteiro. A primeira cartinha foi da Ju do Yan. Comecei a ler e a lágrima já começou a escorrer. Falei que não ia chorar. Passou alguns minutos e eu estava chorando igual uma criança. A segunda foi da Luiza. Chorei pra caramba. Cada cartinha que chegava, era um choro. Eu juro que não esperava. A cartinha do Henrique foi doida demais. Me arrepiei lendo,  foi um reconhecimento que eu não esperava. E por último, foi a carta da “mamãe Jubis”. Quando estava lá no meio, abri a carta e vi escrito “Oi Fiotão”, a torneira abriu. Chorei igual um condenado, mas valeu. Foi uma das melhores surpresas que eu já tive na minha vida.



Como fez para equilibrar as suas emoções? Ao mesmo tempo em que você estava extremamente emocionado, tinha que se recompor rápido para dar o seu melhor na dança?
Não tem como. Você vai na fé. Mesmo com esse chororô todo, a energia emocional estava lá em cima e acabou ajudando. Eu cheguei lá na hora bem mais tranquilo. Na hora do xote do Ítalo, eu parei, sentei no chão, refleti, dei uma relaxada pra canalizar todo aquele emocional e entrar regaçando no exame.

O dia do exame foi do jeito que você imaginava?
Cada exame tem um jeito de nos marcar de uma maneira especial. Eu gosto dos dois exames (que fiz pra Vermelha) igualzinho. Só que o segundo exame saiu mais perfeito do que eu estava esperando. O que mais eu estava esperando era o xote. Aquele xote (A morte do vaqueiro – Luiz Gonzaga) é perfeito. Caiu a energia que eu queria com a examinadora que eu queria: a Diandra. Não desmerecendo as outras examinadoras. Todas dançam igual. Mas o meu xote encaixa muito com o da Diandra. Do mesmo jeito que eu queria a Andrezza na minha rápida. Queria que a Babi caísse também. Eu também queria muito que a Gisa tivesse caído no rastapé. Gostei muito de ter sido com a Milena, mas eu queria que a Gisa tivesse saído em qualquer parte do meu exame. Na verdade, eu queria todo mundo no meu exame. Cada examinadora tem uma característica diferente que eu gosto. Mas a Gisa tem um significado especial, lá no fundo do coração. Se não fosse por ela, eu não estaria aqui hoje. Foi melhor do que eu estava esperando. Xote perfeito, rastapé perfeito, baião perfeito. Foi tudo doido demais.

O que a Gisa fez?
Quando eu passei no pré-exame pela primeira vez e me perguntei: e agora? O que eu faço? Exame da Vermelha? Como eu vou fazer esse exame? Ela pegou na minha mão e disse: ‘Vamos. Eu estou com você’. Ela me carregou nas costas. A gente dividiu uma experiência muito bacana. Os dois na mesma sintonia, na mesma energia, com a mesma torcida. Ansiosos, nervosos. Não teria outra melhor escolha no primeiro exame que não fosse a Gisa.




Você se sente um privilegiado por ter feito esse exame da Vermelha duas vezes?
Eu me sinto, com certeza. A galera falava: ‘Nossa, você tomou pau na Vermelha, você devia ter passado’. E eu sempre falei que ser reprovado no exame da Vermelha foi doido demais porque eu ia fazer outro. O exame é doido demais. Eu fazia até três. Mas aí ta bom né?! Depois do terceiro eu podia parar e passar (risos). Mas passar de segunda foi muito bom. Eu queria ter feito mais de um exame pra Vermelha por causa da energia, que não tem como explicar. Só quem está lá no meio é que sabe.

E depois que acabou o exame, você achava que seria aprovado?
Eu estava do lado do Yan e da Ju. Aí, chegam os examinadores. Todos com aquela cara de desolação, olhando pra baixo, tristes, cabisbaixos, chorando. Pensei que não tinha passado ninguém. A Juzinha estava com uma cara de tristeza, a Gisa chorando, a Babi séria pra caramba e olhando pra baixo... Aí começaram a dizer os resultados: Yan, Buto e depois, Teixeira. As meninas olharam pra mim e começaram a sorrir. Na hora que eles falaram que tinham passado quatro dos seis examinados, eu nem me dei conta que, obrigatoriamente, dois do Eldorado tinham sido aprovados. Só depois de ouvir o meu nome é que a ficha caiu.

O que você sentiu quando ouviu que você estava entre os aprovados?
Primeiro, foi aquele peso saindo das costas. Era pressão e nervosismo até o resultado. Foi mais um degrau porque a caminhada não termina depois que você chega lá. Eu já saí de lá querendo treinar. Eu tenho coisas pra melhorar ainda: a minha musicalidade, a minha expressão corporal. Eu não quero me estagnar. Eu estava treinando no que eu era bom. Agora que eu não tenho um “objetivo” (um próximo exame), eu vou complementar a minha dança e, se tudo der certo, virar examinador e professor. Eu tenho que continuar evoluindo. Não adianta ficar estagnado e querendo que as coisas venham até você.



É importante querer sair dessa zona de conforto?
Com certeza! Tem uma hora que você olha para as suas qualidades e vê que você é o melhor. Mas tem pessoas que não são tão boas quanto você nessas qualidades, porém tem uma dança muito mais completa. E isso é uma coisa que eu acho mais válido. Eu tenho o meu estilo, que é velocidade, a agilidade. Mas eu acho muito importante explorar a música, conseguir transmitir, através do meu corpo e do corpo da dama, o que a música está querendo passar. Não adianta só chegar lá, quebrar o pau, dançar rápido pra caramba e não sentir a música. Isso é executar passos, não é dançar. Eu estou querendo muito complementar minha dança, focando no Pé de Serra, na musicalidade. Quero melhorar ainda mais pra minha dança ficar completa e eu ficar mais satisfeito comigo mesmo.

Qual foi o seu primeiro ato como Vermelha?
Tomar muita cerveja pra comemorar. O meu objetivo após ter passado pra Vermelha é complementar a minha dança e virar examinador e professor. Então, desde que passei, mesmo não tendo que fazer exame de novo, eu ainda quero ser visto como uma pessoa que continua evoluindo. É a galera olhar pra mim e dizer: ‘Ou, ele não parou, ele está evoluindo’. É ser reconhecido sabe, pelo seu esforço.

Já participou de alguma reunião, de algum evento como Vermelha?
Ainda não. Uma coisa que eu queria muito ter ido foi um treino da Vermelha que ia rolar. Acabou que não deu pra ir. Estou doido pra eles marcaram outro. Quando chegar lá, vou pensar: ‘Nossa, o que eu estou fazendo aqui?’. A ficha não vai cair direito não.



Agora que foi aprovado, dá pra dizer melhor: O que a Vermelha significa para você?
Antes eu tinha falado que era superação. Agora que eu cheguei, eu vejo como uma evolução. É continuar progredindo. Eu já tinha esse pensamento de que, depois que eu chegasse à Vermelha, eu não ia parar. Mas quando você chega, a primeira coisa que você pensa é que você não vai mais fazer exame. Porém o Pé Descalço não é feito de exame. O Pé Descalço é feito do amor pela dança. Quando eu passei pra Vermelha, eu passei a prezar mais ainda o meu gosto e o meu amor pela dança. Mesmo que tenha acabado os exames, você tem que dançar pelo prazer que você tem de dançar, pelo amor que você tem pela dança. Então, você não pode parar. Senão, você estará simplesmente desistindo de uma coisa que você gosta de fazer. O meu amor pela dança não acabou e nem continua a mesma coisa. Ele continua aumentando cada dia mais.

Se por um lado, você não fará mais exames, você poderá ser parte do exame de outras pessoas que podem te escolher pra dançar, pra fazer aéreo?
Eu quero muito isso. Estou bastante animado. Acho muito bacana pelas duas experiências que eu tive. As meninas absorveram a experiência como se fosse o exame delas. A energia foi muito boa, elas estavam lá de corpo, alma e empenhadas em nos ajudar. Eu posso falar isso por mim e pelo Buto desse último exame, porque a Juzinha estava lá todos os dias machucada, cansada, dando aula particular, mas com muita energia pra treinar com a gente. É uma coisa muito bacana e que eu quero fazer pelos outros. Poder pegar na mão, caminhar junto e ajudar a pessoa a chegar lá.




Quando foi a sua reação quando você ouviu que a Ana Flávia também tinha sido aprovada?
Foi bacana demais. Eu fiquei muito feliz pela Ana porque foi um esforço que muita gente não viu dela. Ela treinou demais, se empenhou muito e eu achei muito bacana o fato dela ter passado de primeira. Eu vou continuar falando: passar de segunda é melhor do que passar de primeira. Eu fiz dois exames. Mas passar de primeira também é bom demais porque você tem o esforço reconhecido. Eu fiquei muito feliz por ela.

O que você diria para os colegas do Eldorado, Ítalo e Camila, que fizeram o exame da Vermelha e não passaram?
Vocês vão fazer de novo. Vai ser bom demais e do mesmo jeito. Aquela energia incrível, que só quem fez sabe, vocês terão isso de novo. Então, continuem treinando. Se você já chegou lá uma vez, o que te impede de evoluir mais um pouco e fazer o exame de novo? Só pelo prazer de estar lá no meio, já é motivação mais do que suficiente para continuar evoluindo.

E o que dizer para as pessoas que tem mais dificuldade em chegar ao exame da Vermelha?
Acredito que cada um tem o seu tempo, e capacidade ou facilidade pra poder aprender as coisas. Na minha concepção, seis meses é um tempo bom pra você conseguir evoluir o que faltou pra você chegar lá. É foco. Pensa que o seu amor pela dança será revertido em um mérito. Pensa que você quer sentir aquela energia pela primeira vez ou senti-la de novo. Você quer estar lá no meio, quer estar lá dançando, ouvindo a galera gritando o seu nome. Isso não tem preço. Então, é foco. Nem todo mundo pode se dedicar sete dias por semana ao Pé Descalço. Todo mundo sabe disso. Mas quando você estiver no Pé Descalço, dedique 110% que vai valer muito a pena.




quinta-feira, 15 de outubro de 2015

SONHO VERMELHO REALIZADO
Ana Flávia é aprovada e se torna a segunda mulher do PD Eldorado a se tornar Vermelha


FOTOS: BRUNO TRINDADE

BRUNO TRINDADE


Ana Flávia. A mais nova dançarina Vermelha do Pé Descalço. A segunda mulher do Eldorado a alcançar tal feito. A conquista histórica e marcante foi um sonho de dança que se realizou. Mas não foi nada fácil. Ela teve que persistir muito até chegar ao colar da Vermelha. No entanto, não pense que isso representou um sofrimento. Muito pelo contrário. As seis reprovações e o aprendizado, muitas vezes detalhado e minucioso, foram acompanhados da felicidade por simplesmente dançar. E amar aquilo que ela faz.

Mesmo com a preparação e evolução ao longo dos anos, a Ana teve que se superar mais uma vez para ser aprovada. Exatas 521 pessoas estavam lá, em volta dela, torcendo para o seu sucesso e vibrando a cada passo executado durante o xote, o rastapé e o baião.

A energia do público era contagiante para todos os presentes. E para a Ana? Em entrevista ao blog PD Eldorado, a nova Vermelha falou dos sentimentos na hora do exame, do nervosismo e da ansiedade, das homenagens, da energia da torcida, dos examinadores, da explosão de alegria ao ser aprovada e do que ela terá que encarar, a partir de agora, com o status de Vermelha na dança.






Bruno Trindade: O que você sentiu quando te chamaram para fazer o exame da Vermelha?
Ana Flávia: Quando eu estava lá no meio, eu senti felicidade, emoção, alegria. Eu senti que era a hora de transmitir pra todo mundo a energia boa e positiva que eu estava sentindo.

Qual foi a parte em que você ficou mais nervosa?
A hora do baião, com certeza. Foi a hora que eu falei ‘é agora, a hora do aéreo’. Acho que foi por causa do aéreo. Querendo ou não, todo mundo tem uma expectativa maior na música mais rápida. Acho que é na música mais rápida que você realmente mostra o seu desenvolvimento na dança. Por isso, eu fiquei um pouco mais nervosa.

Em qual momento você ficou mais emocionada?
Eu fiquei muito emocionada no xote, por ter sido com o Luiz. E também no início, com as homenagens. Eu senti que todo mundo estava junto comigo.

Quando anunciaram o nome do Luiz, um grande amigo seu, como o examinador do xote, o que você pensou?
Na hora, eu nem acreditei. Fiquei muito emocionada, até chorei. Foi uma surpresa muito grande porque ele é uma pessoa especial e porque estava ali em um momento especial para mim. Foi uma coisa mágica, maravilhosa mesmo... sensacional.


Porque você achou que não ia passar depois que prestou o exame?
É muita responsabilidade. E como foi o meu primeiro exame, acho que foi mais questão de insegurança mesmo. Eu gostei do meu exame. Mas fiquei com aquela sensação de que podia ter feito mais.

E como foi aquele momento de ter que esperar até o último nome para ouvir que você foi aprovada?
Eu fiquei muito surpresa, muito mesmo. Eu realmente pensei que o último nome seria de qualquer uma das outras pessoas que ainda não tinham tido o nome falado. Menos o meu. Eu já estava preparada e não ia ficar triste se eu não tivesse passado. Mas eu fiquei extremamente feliz por ter sido aprovada... e emocionada (risos).

Como é ser um Vermelha?
É ter uma responsabilidade muito grande dentro de uma escola de dança, porque você acaba sendo referência para todos os níveis. Ainda mais aqui no Eldorado. A primeira Vermelha foi a Gil. E agora, a segunda sou eu. É muita responsabilidade você ser a mulher do nível mais alto dentro de uma escola, ser realmente uma referência. Mas é muito bom, é uma gratidão muito grande, é um amor, uma paixão mesmo pelo Pé Descalço.

O que mudou desde antes do exame, em que você não era uma Vermelha, para agora, depois de tudo que aconteceu durante e depois da sua apresentação?
Eu estou me sentindo mais segura. Querendo ou não, eu fui reconhecida. E eu estou muito feliz por isso. Acho que foi isso que mudou. O reconhecimento que agora as pessoas têm por eu ser uma Vermelha.

O que as homenagens representaram para você naquele momento?
As homenagens são as coisas que te dão força, que te dão um gás a mais na hora do exame. Ali você vê, de verdade, que todos estão com você. E que você tem que dar tudo de si porque todo mundo que está te apoiando. São extremamente importantes as surpresas, as homenagens. Mostra, realmente, para a pessoa que está ali no meio, que ela é querida e que todos estão com ela, independentemente de qualquer coisa.


Tem alguma homenagem que você gostou mais, ou que te chamou mais a atenção?
É difícil falar porque, para mim, todas foram sensacionais. O pé enorme, que é do meu tamanho, com as fotos de momentos que eu vivi dentro do Pé Descalço, me surpreendeu muito porque foi inovador, nenhuma outra pessoa tinha tido uma surpresa desse jeito. Fiquei muito surpresa com tudo. Mas a faixa que eles levantaram logo depois do rastapé “Não sei com quantos paus se faz uma canoa, mas com seis se faz uma Vermelha. Vai Ana!”, cara... Essa faixa me deu muito gás. No vídeo, dá pra ver que eu fui à loucura. Essa faixa me fez pensar rapidamente em toda a minha trajetória dentro do Pé Descalço e me dar gás para mostrar o que eu sabia ali no meio na hora do baião.



Na hora do exame, passou um filme na sua cabeça de tudo que aconteceu até você chegar naquele momento?
Acho que o filme passa depois que acaba o exame. Aí, você começa a refletir sobre o fato de ter feito o exame da Vermelha e que foi o último exame de colar. Quando você está lá no meio, você pensa tanto em descontrair, que você não pensa muito em sua trajetória. Você acaba ficando ansioso, nervoso, e muito feliz por estar ali no meio. Mas logo depois do exame, quando acaba o baião e todo mundo vai te abraçar e te dar os parabéns, aí começa a passar um filme na nossa cabeça.

E que filme passou na sua cabeça. Quais partes você poderia destacar?
Poderia destacar, principalmente, a minha trajetória de Preta pra Preta Avançada. Foi uma trajetória longa, de quase três anos. E quando eu consegui passar pra Preta Avançada, eu consegui deslanchar até a Vermelha, já que tomei só um pau no Pré-Exame. Depois consegui passar direto. No período da Preta pra Preta Avançada eu tomei muito pau, mas não me arrependo de nada. Por mais que tenha passado só no quinto exame, acho que foi só no quinto exame que eu estava preparada para passar. Os paus e as reprovações foram justos até eu chegar onde eu estou hoje.

O seu baião foi a música “Forró do Rei”, do Trio Virgulino. Virou uma música mais especial para você depois disso?
Com certeza. Eu fiquei extremamente feliz e surpreendida quando meu baião começou a tocar e era o “Forró do Rei”. Tanto é que eu fui à loucura, me deu um gás que não tem como explicar. Hoje, toda vez que toca “Forró do Rei”, eu fico arrepiada, emocionada e me lembro de tudo que aconteceu no dia 3 de outubro.

Qual foi o primeiro ato como Vermelha? Já teve algum compromisso oficial?
Assim que eu passei pra Vermelha, o Rick veio me abraçar e me perguntou se um dia depois, eu já podia dar um workshop para o pessoal de Itajubá. E eu fiquei tipo... oi? (risos). Fiquei feliz e surpreendida. Eu nem sabia o que responder. Acabou que, um dia depois, no domingo, aconteceu a reunião dos examinadores pela manhã e eu já fiquei na Savassi com o Rafael (professor) para darmos aula para o pessoal de Itajubá. E foi uma experiência ótima. Foi o meu primeiro workshop e minha primeira aula como Vermelha.

E como o pessoal te recebeu nesta reunião da Vermelha? Teve uma recepção diferente?
Todos me deram os parabéns. E eu fiz um agradecimento especial ao Raso. Acho que ninguém sabe disso. Ele reuniu os seis examinados da Vermelha um pouquinho antes do exame e falou pra gente ir lá e mostrar realmente o que a gente sabia. A atitude dele nos passou uma segurança muito grande e fez toda a diferença. Um dia depois, eu fiz questão de conversar com ele e dizer que foi realmente importante as palavras dele antes do exame.

E agora, o que vem pela frente?
Eu não falo que se encerrou um ciclo. E sim, que se abriu um novo ciclo. Estar na Vermelha é uma responsabilidade muito grande, porque você tem sempre que manter um nível bom e alto de dança, até mesmo para você se sentir satisfeito. Eu sempre vou praticar e procurar melhorar pontos que eu ainda tenho para melhorar.

O que dizer para as pessoas que sonham um dia em chegar ao colar da Vermelha?
Simplesmente, dance. Dance feliz, divirta-se em todas as aulas, independentemente se for Branca, Azul, Azul Avançada, Preta ou Preta Avançada. Não pense somente em exame, porque o exame é uma conseqüência de tudo. Exame é simplesmente para você mudar de roda. Claro que é muito importante para o desenvolvimento da pessoa. Só que eu acho muito mais importante você ter a essência da dança do que um colar no pescoço.

Que conselho você daria para as pessoas que foram reprovadas?
Para continuar. Que isso não seja motivo de desânimo. E sim de uma motivação para você pegar a sua fichinha, ver o que você precisa melhorar e trabalhar isso, porque passa rápido. Três ou seis meses não é um tempo muito grande e dá pra trabalhar bem essas coisas.

Gostaria de fazer alguns agradecimentos?
Poxa... Eu quero agradecer especialmente ao Rafael, que foi o examinador que eu escolhi. Ele foi a primeira pessoa que eu conheci do Pé descalço. Ele está na minha trajetória de dança há muito tempo. Um viu o outro evoluir. Ele sempre me ajudou e os treinos para o exame da Vermelha foram maravilhosos. Eu quero agradecer muito a força e o incentivo que ele me dava no dia a dia. Quero agradecer a todos os meus amigos: Isabela, Luiza, Teixeira, Ítalo... Eu não vou ficar falando nomes para não esquecer de ninguém, porque é muita gente.

Eu também quero agradecer, especialmente, ao Bruno e à Michelli, que são dois amigos não simplesmente de Pé Descalço, mas que eu realmente posso contar pra minha vida toda. E agradecer também aos meus examinadores. O Luiz... nossa, foi um xote maravilhoso. Além de meu amigo dentro, fora do PD, e pra vida inteira, ele me passou uma coisa muito boa, uma segurança muito top na hora do exame. Na hora do xote, foi ele que me deu segurança pra continuar. O Igor, nossa... foi muito legal o rastapé com ele. Foi um divertido e a gente interagiu muito. O Rafa, que entrou pra fazer o aéreo comigo e pra dançar o “Forró do Rei”. E o Dumont, que foi meu último examinador, mas não menos especial. A interação, a energia dele foi muito boa. Foi ótimo sair com esses examinadores. Eu amei.


Quero agradecer também aos meus professores Alex e Betinho, que sempre me motivaram e foram os meus professores desde o início. Sempre que eu cheguei e perguntei alguma coisa, eles estavam ali pra me ajudar. Quero agradecer também a minha família, que sempre me deu força, ao meu irmão Juju, que tava ali do meu lado sempre... minha mãe. Beijo mãe (risos).



domingo, 11 de outubro de 2015

HISTÓRICO
 No maior exame dos 12 anos de vida do Pé Descalço, 
Eldorado dá show mais uma vez


   FOTOS: BRUNO TRINDADE

Tendo o exame da Vermelha como atrativo principal, testes para mudança de colar atraíram 521 pessoas ao Círculo Militar, na Raja



BRUNO TRINDADE

O estilo e a paixão que tanto cercam o Pé Descalço está, cada vez mais, ultrapassando as fronteiras da escola de dança. Reconhecida no Brasil e no Exterior, a academia começa a atrair cada vez mais alunos e o interesse das pessoas em conhecer a sua forma única de ensinar e dançar forró.

O reflexo desse sucesso esteve refletido na quadra do Círculo Militar, no dia 03 de outubro, data dos exames para mudança de colar e da avaliação mais nobre da Escola: o Exame da Vermelha. 521 pessoas estiveram presentes, transformando o evento no maior da história do PD.



A grandiosidade do número de pessoas também apareceu na qualidade das apresentações do seis candidatos ao posto máximo da academia de dança. Dos examinados, quatro foram aprovados (Yan, Buto, Ana Flávia e Teixeira), sendo os dois últimos da unidade do Eldorado.

Camila e Ítalo, os outros representantes da filial de Contagem, terão que fazer o exame novamente. Porém, eles brilharam na dança e mostraram que voltarão ainda com mais vontade e determinação para alcançarem o colar da Vermelha.

 

Quais foram as sensações, os sentimentos, a euforia dos alunos do Eldorado? Quais serão os próximos passos dos novos Vermelhas e o que fará de diferente a dupla que tentará realizar o exame novamente daqui a seis meses?

Acompanhe as respostas para essas questões aqui no blog do PD Eldorado. A partir de amanhã, vamos conversar com cada um dos alunos do Eldorado que fizeram o último exame da Vermelha.

A primeira entrevista será com ANA FLÁVIA, que falará de todos os detalhes do exame mais nobre do Pé Descalço. AGUARDEM!